Dr. Heinz Roland JAKOBI  

 

ERVAS MEDICINAIS

INTRODUÇÃO

A manutenção da saúde através do consumo de alimentos naturais tem sido objeto de diversas pesquisas, é matéria de estudos 

médicos e assunto de interesse específico de cientistas e leigos. O ponto de partida de muitos estudos é o conhecimento popular

 acerca dos potenciais das plantas, e essa sabedoria assim se desdobra:

1 - Conhecimento acerca das origens dos males que afetam o corpo humano;

2 - Conhecimento das funções orgânicas do corpo;

3 - Observação minuciosa das diferentes reações do organismo ao consumo de cada planta;

4 - Técnicas de preparo e de armazenagem dos remédios naturais;

5 - Correlação precisa entre as necessidades do corpo e os potenciais das plantas.

Tal conhecimento, decorrente da observação cotidiana, é vasto, milenar e por muito tempo não possuiu registros escritos ou foi 

objeto de pesquisas direcionadas, devendo sua divulgação principalmente às tradições orais populares. Seus objetivos são o bem

-estar do corpo e a manutenção e a recuperação da saúde. Para aprender a utilizar as ervas medicinais, antes de tudo, é 

necessário conhecer um pouco o próprio organismo e as funções exercidas por ele para seu próprio sustento.

 

FUNÇÕES ORGÂNICAS

O organismo é autônomo e sua vida se mantém graças aos processos orgânicos que exerce; as ervas medicinais operam como

 reguladoras desses processos. Para efeitos didáticos, cada uma das funções foi classificada de acordo com seus procedimentos

 e caracterizada por um sistema, ainda que todas operem de modo complementar. Assim, cada sistema é um conjunto de tecidos

, órgãos e glândulas trabalhando harmonicamente no desempenho de uma função específica.

Sistema Respiratório

Através dele é captado o oxigênio necessário à oxidação ('queima' ou 'quebra') das moléculas dos nutrientes, processo pelo qual 

se obtém a energia nelas contida necessária ao organismo. Os órgãos principais desse sistema são os pulmões. É mais comum

 encontrar ervas que protegem partes desse sistema do que outras que aumentem sua capacidade respiratória ou metabólica

 (oxidação). A atuação das plantas sobre o aparelho respiratório pode ser:

Antigripal - combatendo as gripes. Exemplos: alho, agrião, canela, capim-limão;

Expectorante - diluindo as secreções da garganta e do pulmão, facilitando a sua expulsão. Exemplos: agrião, assa-peixe, erva-de-santa-maria (mastruz), rúcula;

Antiexpectorante - amenizando tosses;

Analgésica - reduzindo dores da garganta. Exemplo: malva;

Antiinflamatória - aliviando irritações da garganta. Exemplo: assa-peixe, calêndula, malva.

Sistema Nervoso

Seu órgão central (cérebro) recebe estímulos de todas as partes do corpo por meio do tecido nervoso (neurônios) e, igualmente, 

através desse tecido envia as respostas processadas. Exerce ainda inúmeras outras funções tais como armazenar memória, 

relacionar dados, controlar diversos outros procedimentos orgânicos e manter o equilíbrio espiritual do indivíduo. Tal comunicação

 é possível através de transmissores químicos (neuro-transmissores ) liberados de um neurônio, receptados pelo seguinte e assim

 transmitidos adiante, carregando consigo as mais diversas mensagens.

O cérebro, analisado isoladamente, processa as mensagens recebidas com maior ou menor eficiência dependendo de fatores como

: níveis de oxigenação (respiração de suas células), quantidade e qualidade dos nutrientes recebidos pelo sangue (alimentação de 

suas células) e presença de substâncias inibidoras ou favoráveis à passagem dos neuro-transmissores. Atuando sobre os 

neurônios, agindo sobre a produção de neuro-transmissores, bem como influenciando os fatores citados acima, as plantas podem

 ter as seguintes ações sobre esse sistema:

Calmante - reduzem a excitação cerebral. Exemplos: alface, capim-limão, erva-cidreira, valeriana, baunilha, aipo, alfavaca

 (manjericão);

Sedativa - calmantes mais drásticos. Exemplo: papoula, anil;

Estimulante - incrementam a atividade cerebral e neurológica. Exemplos: café, guaraná, mate, ginseng, ginkgo-biloba;

Alucinógena - causam distúrbios à atividade cerebral. Exemplo: coca, mandrágora, estramônio.

Aparelho Digestivo

É o conjunto de órgãos, tecidos e glândulas responsáveis pela assimilação dos nutrientes. Destacam-se o estômago e os

 intestinos, como partes específicas do tubo digestivo, e o fígado, como a maior glândula do corpo humano.

É importante destacar a atividade do fígado, por suas peculiaridades. Como sua secreção principal (a bile) é lançada numa

 cavidade (o estômago), e não na corrente sangüínea, o fígado não pertence ao sistema endócrino (descrito mais adiante), que é o

 conjunto das glândulas que secretam substâncias no sangue. Suas atividades não se restringem à diluição de gorduras e álcool

 durante a digestão; é um grande armazenador de nutrientes (glicogênio), amortecedor químico do impacto de remédios e tóxicos 

sobre o organismo e centro de reciclagem de substâncias já utilizadas pelo corpo que, contudo, permanecem no sangue

 (hormônios e secreções).

As ervas podem ter as seguintes atuações sobre esse sistema:

Digestiva - auxiliando no desdobramento das moléculas dos nutrientes. Exemplos: agrião, alface, camomila, capim-limão, 

carqueja, dente-de-leão, erva-doce, hortelã, louro;

Hepática - aliviando os trabalhos do fígado. Exemplo: boldo, carqueja, chicória, hortelã;

Vermífuga - eliminando vermes do tubo digestivo. Exemplo: erva-de-santa-maria (mastruz), alho , cebola, hortelã;

Antidiarréica - amenizando os movimentos dos intestinos e aumentando a sua capacidade de absorção de água. Exemplos: 

goiaba (chá das folhas), camomila, pata-de-vaca;

Laxativa - atuando igualmente nos intestinos, porém com efeitos opostos às ervas antidiarréicas. Exemplos: anis, alcachofra.

Purgativa - laxativos mais drásticos. Exemplo: erva-de-santa-maria.

Depurativa - auxiliam o fígado na sua função de retirar do sangue resíduos hormonais, metabólicos e tóxicos. Diz-se que 'afinam' 

o sangue. Exemplo: dente-de-leão, alcachofra.

Antiácida - combatendo úlcera, gastrite e azia. Exemplo: espinheira-santa.

Sistema Cardiovascular

Composto pelos órgãos e tecidos que distribuem alimento, oxigênio, água e hormônios por todo o corpo, bem como coletam os 

resíduos do metabolismo das células e da atuação dos hormônios para serem eliminados ou reciclados. Seu órgão principal é o 

coração, uma espécie de bomba muscular que propulsiona o sangue (veículo do alimento, do oxigênio, dos hormônios) 

continuamente sempre na mesma direção, com uma intensidade que pode variar em função de atividade física ou estímulos

 químicos. Os canais de distribuição chamam-se artérias, quando partem do coração, veias, quando chegam a ele, e capilares,

 quando as vias principais subdividem-se em finíssimos canais sangüíneos. As ervas atuantes sobre esse conjunto podem agir 

como:

Cardiotônicas - estimulando os batimentos cardíacos. Exemplos: espirradeira, dedaleira, canela;

Estimulantes - cardiotônicos mais brandos. Exemplos: alecrim, salsa, alho, alcachofra;

Reguladoras da pressão sangüínea - aumentando a elasticidade das paredes das vias circulatórias e assim reduzindo essa

 pressão, ou operando no sentido oposto. Exemplos: capim-limão, aipo, calêndula (reduzem a pressão), alho (controla-a).

Antianêmicos - fornecendo ferro ao sangue. Exemplos: verduras de cor verde escura (espinafre, brócolis, couve, alcachofra).

Aparelho Urinário

Compreende o conjunto de órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e pelo equilíbrio da quantidade de água no organismo. 

Seus principais componentes são os rins. As plantas que têm ação sobre esse sistema atuam principalmente sobre a sua 

capacidade de absorção de água e filtragem do sangue. Como esse processo chama-se diurese, tais efeitos são chamados 

diuréticos. Exemplos de ervas utilizadas: mate, quebra-pedra, boldo, erva-doce, capim-limão, carqueja, congonha-do-campo, 

aspargo.

Sistema Endócrino

Assim é chamado o conjunto de glândulas do corpo que secretam suas substâncias diretamente na corrente sangüínea (há 

glândulas que expelem suas secreções em cavidades, como o fígado, ou externamente ao corpo, como as sudoríferas e as

 sebáceas. Estas não pertencem a este grupo.) Este sistema é responsável por funções tão diversas quanto crescimento, 

metabolismo, controle da pressão sangüínea, manutenção da temperatura, controle do estresse e relaxamento. Algumas 

glândulas atuam preponderantemente sobre um determinado processo ( o pâncreas na digestão); outras exercem influência 

generalizada sobre o corpo, como a tireóide, que regula o crescimento e a temperatura, as supra-renais, reguladoras da pressão

 sangüínea, e a hipófise, chamada glândula mestra, por ter efeitos sobre todas as outras. As ervas medicinais podem constituir-se

 em intervenções diretas sobre o sistema endócrino, sendo importante, então, relacionar cada glândula às ervas a que é 

susceptível.

Hipófise, ou pituitária, ou pineal - Localiza-se no interior da cabeça, junto ao cérebro, na altura dos olhos. Controla as outras

glândulas, regula o crescimento e a diurese, estimula a produção de leite, induz o parto. Dentre os hormônios que produz 

destaca-se a melatonina, reguladora do sono.

Tireóide - Situa-se no pescoço, envolvendo a laringe. Regula o metabolismo, a temperatura e o crescimento. Algumas ervas 

atuam sobre a função reguladora de temperatura, combatendo as febres e por isso são chamados febrífugas: alho, baunilha, 

canela. Outras são sudoríficas: arruda, cardo-santo, alfavaca (manjericão).

Paratireóide - Localiza-se sobre a tireóide e controla o nível de cálcio no sangue.

Pâncreas - Situa-se junto ao estômago. Produz enzimas digestivas e regula o consumo de açúcar pelo organismo. Ervas

 digestivas e sobretudo aquelas que controlam a diabetes podem atuar sobre esta glândula: carqueja, ginseng, pata-de-vaca,

 confrei, jaborandi.

Supra-renais - Cada uma está situada sobre um rim. Controlam a pressão sangüínea e o nível de sal no organismo. As ervas

 relacionadas são aquelas que afetam a pressão arterial: alho, aipo, capim-limão.

Ovários - Localizam-se na altura dos quadris, e são internos ao abdômen. Concedem as características secundárias femininas. 

Sob estímulos da hipófise secretam dois hormônios cujas oscilações regem a fertilidade da mulher: a progesterona e o estrogênio.

 As ervas relacionadas com a função sexual feminina são chamadas:

Emenagogas - quando induzem a menstruação. Exemplos: açafrão, alecrim, erva-de-santa-maria ou mastruz, arruda, salsa;

Abortivas - erva-de-santa-maria, babosa (ingestão), arruda, jasmim, alecrim;

Antiespasmódicas - quando reduzem as cólicas: açafrão, anis, calêndula, salsa.

Galactagogas - quando induzem o aleitamento: anis, badiana. A hortelã é contra-indicada para lactantes por inibir a produção de

 leite.

Afrodisíacas - estimulantes sexuais: urucum, mandrágora, catuaba-verdadeira, guaraná, café, pimenta, ginseng, canela.

Anticoncepcionais - impedem a ovulação: estévia.

Testículos - Localizados na parte inferior externa do abdômen masculino, produzem a testosterona, hormônio responsável pelas

 características sexuais secundárias masculinas. Regulam ainda a produção de esperma. As ervas que afetam as funções sexuais

 do homem são as seguintes:

Afrodisíacas - estimulam a atividade sexual: urucum, guraraná, mandrágora, catuaba-verdadeira.

Previnem a impotência - ginseng, canela, pimenta. O chá calmante de capim-limão, se consumido em excesso durante algum

 tempo, pode levar à impotência.

 

PRINCÍPIOS ATIVOS

Assim como os hormônios e os neuro-transmissores somente funcionam ao encontrar seus exatos receptores, também cada erva

 possui substâncias que somente produzem efeitos sobre determinadas células. Sua atuação pode ocorrer tanto estimulando 

quanto reprimindo processos orgânicos.

Cada planta contém compostos químicos que são os responsáveis por sua atividade terapêutica. Quando um composto

 prepondera sobre os demais e confere à planta sua principal função medicinal ele é chamado princípio ativo. Os princípios ativos 

podem ser: alcalóides, bioflavonóides, glicosídeos cardiotônicos, mucilagens, óleos essenciais e taninos.

Alcalóides

São substâncias muito tóxicas que atuam sobre o sistema nervoso central e autônomo, e por isso devem ser ministrados com

 reserva. Funcionam como analgésicos, anestésicos, estimulantes, broncodilatadores. Algumas plantas têm nos alcalóides seus

 princípios ativos característicos: café, mate, alcachofra, jaborandi, guaraná.

Bioflavonóides

São produzidos nas flores de cor amarela e são pouco tóxicos. Em geral, agem como antiinflamatórios e alguns exemplos de 

ervas que os contêm são: alecrim, assa-peixe, pata-de-vaca, calêndula.

Glicosídeos cardiotônicos

São compostos de glicose que tonificam o coração. A espirradeira e a dedaleira são dois exemplos de ervas que contêm esses

 princípios ativos.

Mucilagens

Espécie de suco viscoso encontrado em plantas como a babosa e a malva, e que funciona como antiinflamatório, cicatrizante

 (neste caso, se a erva for aplicada como cataplasma), expectorante e laxante.

Óleos essenciais

Encontrados nas plantas de forte aroma, seja ele agradável ou não: alfazema, agrião, eucalipto, baunilha, hortelã, erva-cidreira 

(melissa), camomila.

Taninos

Substâncias corantes e emolientes, ricas em ferro. Agem como antidiarréicos, antimicrobianos e cicatrizantes. Encontram-se na

 alcachofra e na canela.

Os princípios ativos estão presentes, mas sua distribuição pelas partes da planta é desigual e, não raro, encontram-se vegetais 

com diferentes princípios ativos nas folhas, frutos e raízes. Nem sempre a atuação dessas substâncias opera-se sob a sua forma

 natural; por vezes, para incrementar a sua ação, partes específicas da erva devem ter um processamento especial: aquecimento

, fervura em água ou álcool, fermentação, infusão com outros ingredientes vegetais, maceração com alcoóis, pulverização e

mistura a água ou leite, inalação dos óleos ou massagem com os mesmos.

É muito comum ter-se várias ervas relacionadas com uma mesma função orgânica, por isso, em caso de tratamentos ou 

prevenções, para conseguir uma diversidade de benefícios, alterne o consumo de cada planta.

Deve ser anotado que os princípios ativos podem sofrer alterações em sua concentração ou podem mesmo ser degenerados em 

virtude de estiagens, períodos chuvosos, calor excessivo, frio intenso, luz ou escuridão.

Atenção! Há plantas que possuem princípios ativos tão severos que suas dosagens devem ser precisas e seu consumo, orientado 

por médicos. Exemplos: beladona, mandrágora, erva-de-santa-maria, espirradeira.

 

PREPARO

Cada modalidade de distúrbio ou método de prevenção necessita de um tipo de tratamento. Por exemplo: uma dor muscular pode

 ser amenizada com massagem de óleos essenciais; um mal-estar nas vias respiratórias pode ser aliviado por meio de uma

 inalação; uma ferida pode ser tratada com um cataplasma ou uma compressa. A listagem de métodos de preparo das ervas 

medicinais segue abaixo.

Cataplasma

As ervas são trituradas junto a um óleo vegetal (utilizado normalmente como veículo) e são aplicadas quentes sobre a região

 afetada.

Compressas

As partes da planta esmagadas numa solução fria são aplicadas diretamente no local a tratar.

Contusão

Pila-se a parte da erva a ser utilizada. Modo de preparar a planta para cataplasmas, compressas ou decocções.

Decocção

É a fervura das partes da planta: folhas, flores, casca, raiz, sementes ou fruto. Devido à fervura, mesmo os princípios ativos mais 

potentes podem ter seus efeitos amenizados. De modo geral, essa bebida cumpre suas tarefas terapêuticas a longo prazo.

Destilação

É o processo pelo qual retiram-se das ervas seus óleos essenciais a serem usados em massagens, inalações ou banhos.

Extratos

As ervas postas em solvente (água ou álcool) absorvem-no e permitem a evaporação de seu excesso.

Infusão

A parte da planta é escaldada em água quente durante cinco minutos, preservando a bebida da redução de seus princípios ativos 

durante a fervura (decocção). Utilizam-se infusões também em gargarejos.

Maceração

Num recipiente, sobre a parte da planta a ser utilizada despeja-se água pura, álcool, óleos vegetais ou mesmo vinho e aguarda-se a

té que o líquido libere os princípios ativos. Esse tempo de maceração pode variar de uma semana até um mês.

Pós e tinturas

Utilizados em casos de extrema gravidade por possuírem altas concentrações de princípios ativos. As partes da planta são 

pulverizadas e conservadas numa solução feita de água e álcool nas mesmas proporções (1:1).

Pomadas e ungüentos

Usam-se substâncias gordurosas ou gelatinosas como veículo para os princípios ativos.

Vinagres

As ervas são mergulhadas em vinagre de maçã, arroz ou malte por duas semanas ou mais.

Xarope

As ervas são misturadas a algum tipo de açúcar e fervidas até formar-se uma calda. Muito comuns no tratamento das vias 

respiratórias.

 

ERVAS MEDICINAIS

Esses remédios naturais podem ter resultados surpreendentes, tanto a curto prazo quanto após períodos mais longos de uso.

 Contudo, alguns cuidados devem ser tomados:

 

Cultivo

Muitas das plantas são herbáceas de pequeno porte, delicadas, cujo plantio doméstico é simples e recompensador. Outras são

 tão comuns e resistentes, que, nos campos, confundem-se com ervas daninhas. Logicamente, as plantas de uso medicinal 

devem ser cultivadas em solo limpo, sem contato com refugos, águas contaminadas ou animais, e deve ser utilizado apenas 

adubo orgânico.

No campo, ao reservar um canteiro, considere que as plantas têm alturas diversas e que todas devem aproveitar a luz do sol. 

Assim, cultive aquelas mais rasteiras na face leste do canteiro (desde que todo o canteiro receba a luz solar durante todo o dia)

 e as mais altas no lado de onde sopram os ventos.

Na cidade, algumas herbáceas podem crescer sem necessidade de muita luz solar, ou mesmo substituindo-a pela luz branca

 (e somente por este tipo): agrião, cebola, alho, chicória, erva-doce, hortelã, salsa.

 

Coleta

Algumas preparações incluem folhas verdes e outras, folhas secas. As folhas verdes devem ser coletadas antes da floração, nos 

horários em que a manhã começa a esquentar. As folhas secas devem ter sido armazenadas à sombra, separadas umas das 

outras para evitar a fermentação. No caso do uso de flores secas, estas devem ser coletadas assim: tomem-se buquês da 

plantas e amarrem-nos dentro de sacos plásticos, virados para baixo, dentro de armários escuros e secos. Aguarde-se até que os

 ramalhetes estejam completamente ressecados, quando então, ao sacudi-los, as flores e as folhas secas restarão no fundo dos 

sacos plásticos.

 

Armazenagem

A sua armazenagem deve evitar contato com ar, água, luz e calor. O ar pode ser evitado guardando-se as partes vegetais em 

embalagens fechadas a vácuo, tal como se procede na armazenagem de alimentos a congelar; retira-se o ar por meio de uma

 bomba manual de sucção. A umidade pode ser evitada estocando-se as partes verdes por pouco tempo em lugares secos, ou

 secando-as lentamente do modo descrito em 'COLETA'. Os vegetais são preservados da luz se guardados em armários fechados

 ou em potes opacos, e o calor é evitado simplesmente armazenando-se as ervas ao abrigo de fontes de energia (fogões, 

geladeiras, fornos) ou fora do alcance da luz do sol.

Não se deve guardar chás, compressas e infusões por mais de quatro horas, pois eles perdem sua ação medicinal. Também não

 se estocam cataplasmas, xaropes e ungüentos, pois podem servir de ambiente para fungos. Extratos e tinturas, por 

encontrarem-se em veículos mais duráveis (alcoóis) podem ter um prazo de validade mais expandido.

Atenção! Jamais seque as plantas no microondas ou no forno; o processo de desidratação deve ser lento para que a umidade 

evapore sem que os princípios ativos sejam afetados. Igualmente, nunca congele as ervas, pois o frio pode queimá-las e o

 descongelamento pode acumular umidade.

 

Cura

Lembre-se de que, por vezes, um mal estar ou um distúrbio orgânico pode ser apenas indício de uma doença mais ampla, e neste

 caso, o uso de ervas medicinais no alívio desses sintomas estaria apenas mascarando o mal maior. O consumo dos preparados

 de ervas medicinais é mais seguro como preventivo ou como auxílio para o corpo enfrentar doenças já diagnosticadas.

Não abuse; lembre-se de que as ervas medicinais são remédios, e seu consumo em excesso pode ser prejudicial.

 

RECEITAS

Como a listagem das ervas medicinais é muito ampla, aqui serão apresentadas aquelas de uso mais comum e de preparo mais 

simples, normalmente em decocções.

 

1- Agrião - Nasturtium officinale

Herbácea de folhas pequeninas e circulares, com flores brancas e miúdas, usada em saladas pelo seu sabor amargo.

Princípios ativos: óleo essencial de isosulfocianato de arila, responsável pelo seu sabor. Contém ainda iodo, ferro, enxofre, 

potássio, fosfatos e cobre.

Indicações: diurético, digestivo, antigripal, acelera o metabolismo.

Uso: 1) Antigripal: decocção de vinte folhinhas em uma xícara de água quente; tomar 3 vezes ao dia. 2) Compressa cicatrizante:

 esmagar as folhas e colocá-las frias sobre as feridas.

 

 2- Aipo - Apium graveolens

Herbácea de caules angulosos e folhas lisas, retas e compostas, com floração em umbela (pequeninas flores dispostas em 

buquês na ponta de uma haste).

Princípios ativos: Contém ferro e vitaminas A, B e C.

Indicações: hepático, antioxidante e sedativo.

Uso: decocção de 2 folhas verdes em uma xícara de água quente; tomar 3 vezes ao dia.

 

3- Alcachofra - Cynara scolymus

Herbácea cujas folhas compõem uma roseta de onde brota a haste de 1,30 metro de altura, possuindo, na ponta, um conjunto de

 flores roxas suculentas em forma de cálice.

Princípios ativos: o alcalóide cinarina e tanino. Contém ainda ferro e ácido clorogênico.

Indicações: antianêmica, depurativa, antiesclerótica, hepática e diurética.

Uso: decocção de uma cabeça de alcachofra (a inflorescência) em uma xícara de água quente; tomar 2 vezes ao dia.

 

4- Alecrim - Rosmarinus officinalis

Arbusto delicado de hastes finas e eretas, cujas pequeninas folhas, largamente utilizadas na medicina e na culinária, exalam um 

odor penetrante e agradável.

Princípios ativos: óleos essenciais (borneol, acetato de bornila e alfapineno, na primavera; cânfora e eucaliptol, no outono), ácidos orgânicos e flavonóides.

Indicações: estimulante geral, emenagogo, combate infecções hepáticas e biliares, gota e reumatismo.

Uso: 1) Digestiva: infusão de uma colher de folhinhas em uma xícara de água. Abafar por 10 min. e tomar uma xícara a cada 

refeição. 2) Cataplasma antirreumático: misturar uma colher (café) de óleo essencial a 1 xícara (chá) de azeite de oliva.

 Massagear a região dolorida até que a dor alivie. 3) Banho estimulante: ferver 3 xícaras de folhas em 1 litro de água por 5 min.

 Coar e misturar na água da banheira. No lugar desta decocção, pode-se dissolver 3 colheres de sopa de óleo essencial no banho.

Atenção: o chá deve ser evitado por mulheres grávidas, pois pode estimular o aborto.

 

5- Alface - Lactuca sativa

Erva que possui caule verde e folhas de mesma cor, largas e finas, voltadas para o centro. As folhas são comestíveis cruas ou

 cozidas e funcionam como reguladoras do estômago.

Princípios ativos: lactucina, responsável por seu sabor amargo e seus efeitos digestivos. Apresenta ainda manganês, cobre e as

 vitaminas A, B e C.

Indicações: digestiva e calmante.

Uso: decocção de 4 folhas verdes em meio litro de água quente; tomar 2 xícaras ao dia.

 

6- Alfavaca (manjericão) - Ocimuns basilicum

Herbácea que atinge 50 cm de altura e que por seu aroma é também empregada na perfumaria. As folhas são verdes, pequeninas

 e dentadas. As flores surgem em espigas de cores rosa, branca ou vermelha.

Princípios ativos: anetol, óleo essencial responsável por seu perfume, encontrado também no anis. Contém ainda tanino e ferro.

Indicações: calmante, sudorífica, diurética, indicada contra as cólicas.

Uso: decocção de 4 folhas verdes em uma xícara de água quente; beber 2 vezes ao dia.

 

7- Alho - Allium sativum

Erva que atinge até 70 cm de altura. Suas folhas são verdes, finas e lisas. As flores, brancas e pequeninas, brotam em umbelas.

 Sua raiz é composta por bolbilhos, os chamados "dentes", que são muito apreciados na culinária e na medicina. O alho tem um

 odor marcante e persistente.

Princípios ativos: enxofre, cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, selênio, zinco e as vitaminas A, B, B2 e C.

Indicações: equilibra a pressão arterial, antigripal, febrífugo, antibiótico natural. É, contudo, contra-indicado para as mulheres que

 amamentam, pois seus compostos produzem cólicas no lactente.

Uso: decocção de 2 dentes esmagados em uma xícara de água quente; tomar 3 colheres de sopa ao dia.

 

8- Aspargo - Asparagus officinalis

Os brotos comestíveis nascem do caule subterrâneo (rizoma) e crescem até o tamanho de hastes. As folhas são pequenas e 

verdes, e as flores, branco-esverdeadas.

Princípios ativos: contém potássio e fósforo.

Indicações: calmante, diurético, sendo, porém, contra-indicado nos casos de inflamações das vias urinárias.

Uso: decocção de 60 g. de raízes em um litro de água; beber em xícaras de café ao longo do dia.

 

9- Assa-peixe - Vernonia polyanthes

Arbusto que pode atingir 3 m de altura. Possui folhas estreitas, elípticas e alongadas com nervuras.

Princípios ativos: alcalóides, glicose, flavonóides e óleo essencial.

Indicações: balsâmico, expectorante, hemostático. Auxilia nas doenças do sistema respiratório.

Uso: 1) Diurético: decocção de 6 folhas picadas em meio litro de água, por 15 min. 2) Contra bronquite: infusão de duas folhas 

picadas em uma xícara de água. Abafar por 10 min., coar e tomar 1 a 3 xícaras por dia.

 

10- Ata (fruta-do-conde) - Anona muricata

Árvore frutífera que pode atingir até 6 m de altura. Suas olhas são elípticas, com nervuras e possuem bordas lisas. As flores

 apresentam-se isoladas e são de cor creme-claro. O fruto é redondo e composto por um conjunto de escamas de casca rígida, 

contendo, cada, uma fina polpa doce a envolver um caroço preto.

Princípios ativos: ácido fosfórico, glicose, tanino e proteínas vegetais.

Indicações: laxante, digestivo e diurético.

Uso: há dois tipos de decocção. 1) purgativa: ferver em uma xícara de água 5 cm da raiz; tomar uma xícara pequena ao dia; 2) 

digestiva: ferver 4 folhas novas em meio litro de água.

 

11- Baunilha - Vanila planifolia

Este cipó herbáceo é uma planta trepadeira pertencente à família das orquídeas. Pode atingir até 20 m de comprimento. Suas 

folhas são ovais, alongadas, lisas e grossas. Os frutos surgem como vagens de 15 a 20 cm e exalam um característico perfume 

doce após sua fermentação.

Princípios ativos: glicose, vitaminas e sais minerais.

Indicações: calmante e antifebril. O consumo em excesso pode provocar alergias.

Uso: decocção de 1 cm da fava em 1 litro de água. Beber dois copos ao dia.

 

12- Boldo - Peumus boldus

Esta herbácea, que pode chegar até 2,5 m de altura, cresce entouceirada e possui folhas elípticas de bordas serrilhadas. As flores

 miúdas são brancas ou lilases e aglomeram-se em hastes verticais.

Princípios ativos: alcalóide boldina e ácido cítrico.

Indicações: analgésico, calmante, digestivo, diurético e hepático.

Uso: 1) Hepático: ferver por 5 min. 1 folha em uma xícara de água. Tomar em jejum, antes do café-da-manhã, e à noite, ao 

deitar-se. 2) Diurético: ferver por 5 min. 5 folhas em 1 litro de água. Beber durante todo o dia, sem adoçar.3) Antidiarréico: ferver 

por 5 min. 1 folha em uma xícara de água. Tomar morno, sem adoçar, após as refeições.

 

 

13- Calêndula - Calendula officinalis

Erva de 20 a 50 cm de altura, cujas flores, amarelas com muitas pétalas, abrem-se ao nascer do sol e fecham-se durante o 

crepúsculo.

Princípios ativos: óleo essencial, carotenóides, mucilagens e flavonóides.

Indicações: antisséptica, cicatrizante, vasodilatadora, tônico dermatológico, reguladora da pressão e antiinflamatória.

Uso: 1) Chá contra acne: decocção, em um xícara de água, de 1 colher (chá) de flores secas. Retirar do fogo e abafar por 5 min.

 Após filtragem, tomar meia xícara pela manhã e o restante à noite. Por dia, 3 xícaras deste chá agem como desintoxicante. 2)

 Chá contra cólicas menstruais: decocção, por 1 min. em meio litro de água, de 2 colheres (sopa) de flores secas. Retirar do fogo

 e abafar por 5 min. Tomar uma xícara antes de cada refeição, iniciando-se o tratamento 8 dias antes do previsto para o início da

 menstruação.

 

14- Camomila - Matricaria chamomilla

Este arbusto produz pequenas flores como margaridas e atinge até 60 cm de altura. As folhas são pequenas e ralas.

Princípios ativos: atemina, responsável por sua ação terapêutica, presente nas flores. Apresenta ainda os ácidos antelmíntico, 

cerótico e limólico, e glicose.

Indicações: digestivo, sudorífico e calmante.

Uso: 1) Decocção de 10 flores secas em uma xícara de água; beber 2 xícaras ao dia. 2) Compressa do chá (decocção) frio sobre

 os olhos para descongestioná-los. 3) Cataplasma para prevenir assaduras ou tratar queimaduras solares: manter em banho-maria,

 por 3 horas, 1 xícara (café) de flores em 1 copo de azeite. Coar e passar no bebê após o banho, ou aplicar na pele queimada de 

sol.

 

15- Canela - Cinnamomum zeylanicum

Essa árvore possui folhas duras, ovais, de bordas lisas, com nervuras. Suas flores são pequenas e esverdeadas, brotando em 

cachos. Seus frutos são bagas roxas, miúdas e redondas. A casca parda e perfumada é pulverizada para uso como condimento.

Princípios ativos: cimol, aldeído cumínico, aldeído cinâmico, engenol, sacarose e tanino.

Indicações: estimulante, cardiotônica, digestiva, diurética, antigripal, antifebil e antiespasmódica.

Uso: decocção de uma colher de café do pó da casca em uma xícara de água. Tomar duas vezes ao dia.

 

16- Capim-limão - Andropogon schoenanthus

Cresce como um capim entouceirado e verde, chegando a 50 cm de altura. Suas folhas são ásperas, estreitas e alongadas. 

Utilizam-no na contenção de terrenos, por suas raízes finas e numerosas.

Princípios ativos: óleo essencial citral e tanino.

Indicações: digestivo, calmante, diurético e antigripal.

Uso: 1) Calmante: decocção de um punhado de folhas novas em meio litro de água. Beber uma vez ao dia. 2) Ungüento 

antirreumático: esmagar 1 xícara de rizomas em 1 colher de óleo de coco. Coar e massagear o local dolorido.

 

17- Carqueja - Baccharis trimera

Atinge até 1,2 m de altura e é um subarbusto de talos eretos, sem galhos, com folhas laminadas ao longo dos caules.

Princípios ativos: óleo essencial e saponinas.

Indicações: diurética, hepática e digestiva.

Uso: decocção por 5 minutos de um punhado de hastes em uma xícara de água. Tomar 2 vezes ao dia.

 

18- Cidreira (erva-cidreira ou melissa) - Melissa officinalis

Herbácea que atinge entre 40 e 60 cm de altura. Folhas verdes, dentadas, ovaladas, com nervuras, apresentando aroma de limão.

 Seu nome deriva do fato de produzir um mel dulcíssimo.

Princípios ativos: óleos essenciais citral e citronela, e tanino.

Indicações: digestiva e calmante.

Uso: 1) Decocção por 1min de uma colher de folhas novas em uma xícara de água. Beber 2 vezes ao dia.2) Infusão calmante: 

adicionar 1 xícara de água quente a 1 colher de folhas moídas e inflorescências. Abafar por 10 min., coar, adoçar com mel e

 beber 2 a 3 xícaras por dia.

 

19- Dente-de-leão - Taraxacum officinale

Erva de crescimento entre 30 e 50 cm de altura. As sementes situam-se em levíssimos buquês nas pontas das hastes e 

esvoaçam à menor brisa.

Princípios ativos: o alcalóide taraxina, tanino, vitamina C e insulina.

Indicações: Depurativo, diurético, digestivo, laxante e tônico.

Uso: Macerar durante a noite uma colher de raiz em uma xícara de água. No dia seguinte, ferver rapidamente; tomar meia xícara

 em jejum, antes do café-da-manhã, e o restante após.

 

20- Erva-de-santa-maria (mastruz) - Chenopodium ambrosioides

Arbusto de 1,5 m de altura, possui caules ramificados com finos ramos floridos e folhas amplas dentadas. Seus frutos, pequeninos

 e redondos, possuem odor forte e sabor desagradável.

Princípios ativos: ascaridol (óleo essencial).

Indicações: vermífugo. Atua também no combate a doenças respiratórias.

Uso: infusão de uma folha pequena esmagada e adicionada a 1 xícara de leite. Tomar uma vez ao dia.

Atenção: cautela no uso desta planta, pois é venenosa e pode ser abortiva.

 

21- Espinheira-santa - Maytenus ilicifolia

Árvore que cresce até 3 m de altura, cujas folhas podem apresentar espinhos nas bordas. Pode ser misturada ao chimarrão para

 aliviar gastrite e azia.

Princípios ativos: tanino e óleo essencial.

Indicações: tratamento de úlcera, gastrite e azia.

Uso: decocção de 5 folhas em uma xícara de água; beber 3 xícaras ao dia.

 

22- Funcho (erva-doce) - Foeniculum vulgare

Arbusto que pode chegar a 2 m de altura. Suas folhas são pequeninas e verde-claras e seu bulbo possui sabor adocicado, sendo

 muito apreciado em bolos e pães.

Princípios ativos: flavonóides e glicose, nas raízes, e óleos essenciais (anetol e carvol) nas sementes.

Indicações: diurético, digestivo e tônico geral.

Uso: 1) Diurético: decocção por 15 min. de 30 g. de raiz em 1 litro de água. Beber algumas vezes ao dia, por 15 dias. 2) Digestivo:

 decocção de uma colher de chá de sementes em uma xícara de água por 3 min. Tomar uma xícara depois do almoço e depois do

 jantar. 3) Contra cólicas de bebês: decocção por 5 min. de 1 colher de chá de sementes em 100 ml de água. Dar à criança nos 

intervalos entre as mamadas.

 

23- Hortelã - Mentha piperita

Herbácea de 30 a 60 cm de altura. Folhas miúdas, dentadas e verdes, com nervuras. Odor característico e penetrante; sabor 

ácido.

Princípios ativos: mentol (óleo essencial), tanino e glicose.

Indicações: digestiva, antisséptica, antiespasmódica.

Uso: 1) Digestiva: infusão por 10 min. de 1 colher de sopa de folhas em uma xícara de água; beber pequenos goles ao longo do 

dia. 2) Banho estimulante: decocção de 50 g. de folhas em 1 litro de água por 3 min. em fogo brando. Misturar à água da banheira.

 

24- Manjerona (orégano) - Origanum vulgare

Planta silvestre de folhas miúdas e avermelhadas, que possuem aroma característico, e flores cor de malva. Desenvolve-se com 

facilidade em diversos solos.

Princípios ativos: timol (substância cristalina e incolor, de perfume marcante) e carvacrol (óleo essencial de odor característico, 

usado como desinfetante na medicina).

Indicações: digestiva, atua contra cólicas intestinais.

Uso: infusão de uma colher de café das folhas em uma xícara de chá de água quente.

 

25- Quebra-pedra - Phyllanthus niruri

Erva cuja altura varia entre 20 e 50 cm. Caules múltiplos e esguios; folhas verdes, pequenas, elípticas, de bordas lisas.

Princípios ativos: glicosídeos, flavonóides, alcalóide filocrisina (concede o sabor amargo), ácidos, tanino e mucilagem.

Indicações: diurético, combate males do sistema urinário e da próstata.

Uso: 1) Diurético: lavar muito bem 2 pés da erva com suas raízes e colocá-las em decocção por 15 min. em meio litro de água. 

Coar e beber durante o dia. 2) Para dissolver cálculos renais: decocção de 1 pé de quebra-pedra e 3 folhas picadas de assa-peixe

 em meio litro de água, por 15 min. Coar e beber durante o dia.

 

DICAS

*Não use alimentos nem muito verdes, nem muito maduros.

* As decocções não devem ser fervidas continuamente; ao contrário, devem ser retiradas do fogo tão logo a água levante fervura.

* Vasilhas de alumínio não são recomendadas para a decocção de ervas medicinais; utilize chaleiras de esmalte, cerâmica, ferro.

* Nunca abandone as ervas na água quente por mais de dez minutos, pois ao bebida ficará amarga. Para obter um preparado mais

 forte, é preferível utilizar uma quantidade maior da planta.

BIBLIOGRAFIA

  • Balch, James F. - "Receitas para a Cura através de Nutrientes", Ed. Campus;
  • Carrol, Stephen - "Guia da Vida Saudável", Ed. Globo;
  • Cravo, Antonieta - "Frutas e Ervas que Curam", Ed. Hemus;
  • Khalsa, Dharma -" Longevidade do Cérebro", Ed. Objetiva;
  • Revista Guia Rural, Especial Ervas e Temperos, janeiro de 1991, Ed. Abril;
  • Revista Saúde: Especial Bem-Estar, abril de 1999; Especial Chás Miraculosos, setembro de 1991, Ed. Azul.

 

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